serpente

Não entre por aí
Que eu sei que esse atalho
Não vai dar no meu jardim
Não percorra-me assim
Como desbravador experiente
Em dia de expediente
Com uma mão atrás
E outra na frente
Não me adentre
Com uma régua
Queira-me serpente
Navegante, inconstante
Nas suas mãos latentes
Não me tente com a razão
Não me encontre vãos
Me desembrulhe por inteiro
De olhos fechados
Com dedos e dentes