O melhor que eu posso dar de mim é o que você já tem.
Isso que vai de graça, espontâneo, como a chuva que cai sem dança.
Um pouco das histórias por onde andei, um pouco das intenções que coloquei.
O melhor que posso dar de mim não está em mim.
São energias que voam por aí, faíscas da intersecção de nossas experiências, essas trocas sem esforço algum.
O melhor que posso dar de mim é o que já dou.
O meu gosto de brincar na vida, o meu jeito solto de andar no mundo. A minha necessidade de fazer fotossíntese e me colocar em silêncio contemplativo no meio de algum ambiente verde ou azul.
O melhor que posso dar de mim não sou eu.
É o que existe no espaço amplo e multicolorível entre o meu olhar e o seu.