vendo um terreno para se construir sonhos.
empresto as ferramentas,
essas rudimentares que eu uso
e que funcionam bem comigo mesma.
vendo um pedaço de solo
num céu multicolorível,
é fácil de habitar
e a ilusão, depois de concebida, 
é toda sua.
essa terra toda fértil, mesmo que impalpável,
é toda sua.
e essas bolhas de sabão no ar,
não fui eu quem te ensinou a nadar.
vendo um terreno de poesia,
spa de recuperar a infância e a ousadia,
e a culpa é toda sua
se reaprender a voar.