Imagina que chato se a vida fosse uma história que a gente soubesse o desenrolar dos próximos capítulos.
Imagina que sem graça se a gente estivesse trilhando apenas o já conhecido.
Parece que a a gente vive se preocupando mais com o que vai acontecer, onde tudo isso vai dar, ao invés de simplesmente sentir as aventuras de hoje.
Parece que a gente, sem querer, se torna o mala que fica tentando adivinhar e contar o final do filme.
A gente não para de se previnir, de planejar, de mapear os caminhos do futuro. Achamos que tudo é melhor com passos bem arquitetados. A gente mata as surpresas antes mesmo delas chegarem. A gente mata a vida antes que ela nos atropele.
Não seria melhor relaxar, pegar uma pipoca, deixar o coração aberto para receber os inesperadas choques de emoção vindos de direções inimagináveis?
O coração aguenta os descompassos e esse livro seria muito mais interessante, pelo menos para quem o viveu.