A gente flutua junto

Aparentemente mais fácil, porém notadamente mais doloroso é se negar a participar da dança da vida, ou ignorá-la. Seguir convicções da mente, paralisar nos medos, querer ser deus e controlar mortes e renascimentos. 
Viver nessas certezas inflexíveis, nos faz entrar na dança de toda forma, porque a vida nos empurra, cedo ou tarde, voluntária ou involuntariamente. Porém dançamos munidos com o peso de ferramentas: coletes salva-vidas e escudos para proteger o que somos e nossas verdades e machados para destruí-las quando elas se tornam profunda e visivelmente inviáveis.

Dói desconstruir as proteções e lidar com os escombros.

Mas, se deixarmos para trás verdades, não precisaremos de ferramentas. Se nos aceitarmos frágeis e flexíveis poderemos entrar na dança nus e leves.

O movimento continua, mas a gente flutua junto.