Se eu pudesse explicar com palavras o furacão do meu peito.
Se eu pudesse desenhar, dar bons exemplos.
Se eu pudesse esquematizar, facilitar o que até eu não entendo.

Do não dito, do aparentemente impossível, eu juro, não dou mais nenhum pito!
Eu só posso me expor nos sentidos, longe dessas palavras que agrupam mentiras, medem os passos e os atritos.

Se eu pudesse explicar o que sinto, eu apenas diria: observe essa risada depois do vinho, esse grito de alívio, esse descontrole maldito, esse momento indeciso e essas palavras que duvidam.