E veio a mão minar-me a face.
desenterrar-me no éden,
descobrir-me entrededos e edredons
Macular-me o corpo com bênçãos.
Um desconhecido abrigo
de estalactites cintilantes
dentro da íris a fitar-me.
Nos transfiguramos em seres alados
vinculados pela liberdade
encontrada e reconhecida
numa linha torta da vida
esculpida na palma
dessa sua mão que me mima e mina.
O que nutre a carne
não se desfaz na partida.
Quedo serenamente solitária
na verde varanda primaveril,
redonda e risonha,
cheia até as pontas
bem nutrida até
as mais recônditas tripas.
O terrestre paraíso em mim
anil