alecrim

o alecrim brotava no canteiro da janela. o alecrim que nasceu num canto sem ser semeado. ramificava em galhos e folhinhas intensas e delicadas, perfumava as mãos e os ares da casa. o alecrim que poderia ter sido a alegria de tantas receitas bem sucedidas de vida, não foi. rejeitado, desnecessário. será? tudo bem um omelete sem tempero, um bolo sem perfume, um molho sem invenções, um amor feijão com arroz. tudo bem o alecrim ser rainha desperdiçada, crescendo no esquecimento das pessoas acostumadas, beleza exposta nas janelas que teimam em permanecer fechadas. tudo bem? não sei...