Que vida curta a nossa
Uma beleza prematura que não sobreviveu
Ressuscitei-me antes da hora
Pela insistente fertilidade dos seus olhos
Mesmo assim, que vida frágil e curta!
E eu não queria ter renascido agora
De um sopro forte que não se sustenta
Mais uma vez me mato
Mato esse eu que nasceu
E viveu tão pouco tempo
Dentro do seu olhar que cria e parte
Que faz alarde mas não aguenta
Que vida curta essa nossa...