E que você vá junto

Cansei de você

Cansei de falar de você

Já falei do tempo, da infância, da poesia

Já poemei o mundo

Já escrevi mantras pra salvar minha escrita

Era tudo você disfarçado...

Escondico atrás das asas, dos ritmos e dos descasos

Cansei de fingir que não é de você

E também cansei de sem querer fazer tudo só ser você

Ta tudo fraco, cansativo, mesmice

Tudo corrompido, pichado, impregnado

Já saiu da vida, já saiu da vista, já saiu da consciência

Tenha a decência de sair também do pensamento profundo

Saia de trás das metáforas

Saia dessa árvore desenhada com sombras fantasmas

Daqui a pouco vai estar no consciente coletivo

Quero escrever de coisas mais valiosas

Mudar de assunto

Quero que sua importância morra

E que você vá junto