São tantas as armadilhas

Nessa noite, são tantas as armadilhas

Escondidas na doce malícia de seus olhos

E a redonda lua a alimentar o sonho

Que dentro dessa noite e em nós fervilha

 

São nessas tantas e perigosas coincidências

Que a paixão, esse sentimento desvairado

Encontra campo para proliferar sua essência

E se instala em nossos corpos descuidados

 

E apenas uma noite é preciso

Para que se estabeleça esse contrato clandestino

Entre o luar, a paixão e o seu sorriso

 

E eu que era só uma mulher desprevenida

Que nunca acreditou em destino

Encontro agora nos seus olhos o sentido da vida