às vezes
se há braços abertos, eu entro
se toca rock, eu sambo
se não há ninguém atrás das portas, 
eu quebro as paredes
se na casa não há janelas, eu pinto
se me mostra as costas, eu pulo de garupa
se me mostra sorrisos fáceis, eu me perco
se já não existe nada, escrevo
se nunca existiu, invento
se ta tudo quieto, eu canto
eu danço conforme eu sinto