Me prenda!

Tinha tanto medo de entrar numa forma

num estereótipo, de seguir os manuais de instruções,

o senso comum, de ficar na zona de conforto

Tinha tanto medo de entrar numa bolha quadrada que costumava chamar de prisão

que foi seguir a arte, a paixão

e nem se deu conta que esses encontros libertadores consigo mesma,

com o que há de mais denso e profundo,

escravizam, 

é como cometer um crime em praça publica,

cair de joelhos, e estender as mãos para serem algemadas

e pedir quase como em abstinência

'me prenda!'