Acima de tudo há o desejo de expressão

e as pessoas, com medo das manifestações que poderão emergir dos dizeres e comportamentos, ativam suas atitudes herméticas e ditadoras e te censuram.

Acima de tudo e independentemente de sua reação,

eu quero me derramar em gestos e palavras.

Sem me preocupar se estou jogando errado ou me punir por não ter tido a esperteza de fazer parte de seus segredos.

Antes de tudo, eu vou jogar em você o que há em mim.

Depois talvez eu saia, eu feche as cortinas deste palco, eu recolha cada grão de confete.

Mas não antes de me esparramar. 

É aquela velha fé de quem ainda acredita que cedo ou tarde encontrarei alguma porta aberta.