Nosso amor é o desencontro de bichos famintos. Nos desejamos feito miragem de carne fresca. E quando finalmente nos alcançamos, depois de longa peregrinação, nos espreitamos com olhos frouxos de sesta, com os pensamentos gastos, devaneios queimados na fogueira, e com o estômago farto, empanturrado de frutas fácies que brotaram nas veias acessíveis dos nossos velhos descaminhos.