teias de veias e uma aranha tetraplégica deixa-se nadar
chá de borboletas e libélulas, engolido frio para que voem na parte baixa da barriga
doce de abóbora, doce de coco, doce de experimento
espelho da sala, esquizofrênico
eterno jantar de degustações
nas eternas bifurcações do caminhar, nossos pés, sem roteiro, seguem por onde avistam uma árvore carregada de frutos já vivenciados pelos passarinhos
não me apego ao copo de líquido rubro ainda vivo
cheiro o café para neutralizar o próximo prato