Eu meço arte pela espinha dorsal
Leio um poema de olhos fechados
E o terceiro olho escancarado.
Eu navego até o Japão flutuando
Na energia solar
Das linhas do texto que me enlaçam
Pelo coração.
Eu sinto a arte pelo despertar
Suspiros, reflexões, afagos.
Um corte brusco ou delicado
No ritmo cotidiano.
Um susto ou um abraço.
Eu defino a arte pelo choque
No coração e no cérebro.
Poesia – corrente elétrica
Entre a minha alma e o seu sorriso
Trovoada de reabastecer espíritos
Sintonia de forma e conteúdo
Corpo solto, mente aberta
Dançando, conectando polos.
Eu meço arte pela voltagem
Que corre solta e em círculos
No caminho entre a cabeça e o umbigo